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 ADMINISTRAÇÃO & ECONOMIA

  18/05/2013
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Mestrado em Administração

Cresce o número de mestres em Administração no Brasil. E a qualidade, como anda?

Mestrado em AdministraçãoA formação de novos mestres nas diversas áreas do
conhecimento cresceu à taxa de 10,7% ao ano, no
Brasil, entre 1996 e 2009, conforme um estudo inédito
apresentado em abril de 2012 pelo Centro de Gestão e
Estudos Estratégicos (CGEE)*. No ano de 1996 foram
concedidos 10.389 títulos de mestrado no Brasil. Já em
2011 foram titulados 42.830 novos mestres, um
crescimento de 312,26% comparado com o ano de
1996.
Ainda de acordo com o relatório do CGEE, os mestres
obtêm uma remuneração média 84% superior à dos
que somente concluíram a graduação. Embora o
número de mulheres com mestrado no Brasil já seja superior ao número de homens com a mesma
titulação (53,3% versus 45,5%), em termos de remuneração as mulheres saem em desvantagem. De
acordo com a pesquisa as mulheres ganham em média R.438,41/mês, 28% a menos que o salário dos
homens, que recebem em média R.557,31/mês.
Na área de Administração especificamente o país possuía apenas 23 programas de mestrado em 1996 e
chegou ao ano de 2009 com um total de 94 programas. Em 1996 formaram-se 361 mestres em
Administração, enquanto em 2009 esse número chegou a 1.749, um crescimento de 484% em 13 anos.
Entre os mestres em Administração 75% se encontravam em 2009 na condição de empregados, com uma
remuneração média mensal de R.050,00.
Dados alvissareiros que precisam agora ser percebidos pela sociedade por meio de ações práticas no
cotidiano das escolas de administração, das empresas públicas e privadas, muitas das quais patrocinam
parcial ou totalmente a participação de seus empregados nesses programas. Será que, especialmente no
campo das ciências sociais e humanas, as dissertações aprovadas se revestem de discussões factuais e
da apresentação de resultados e proposições que genuinamente se preocupam com o lócus de trabalho,
com as organizações e com a sociedade? Novas inquietudes que merecem ser também pesquisadas pois
sempre fica aquela sensação de que quantidade de formados, no Brasil, seja na graduação ou na pós,
não significa necessariamente qualidade, infelizmente.


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